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Inês Saldanha

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20
Mai21

“Alguém Que Me Cale” - Joana Gama

Inês Saldanha

Devo iniciar este texto assumindo que, certamente, existirá uma certa subjetividade nas palavras que irei escolher para o escrever.

Existem vários motivos que nos levam a escolher um livro, a capa, a contracapa, uma recomendação amiga… no meu caso, foi o autor.

Aos meus olhos a Joana é uma mãe deveras dedicada, uma filha, inevitavelmente, magoada, uma mulher destemida, sem pudores, que, constantemente, se questiona sobre a evolução da vida e dela mesma, perdendo-se, graciosamente, nas suas próprias filosofias.

Ah, e claro, uma humorista prodigiosa!

alguem que me cale.jpg

 

Quando escolhi ler este livro procurava conhecer melhor este ser humano arrojado, que é a Joana, mas também sentir um conforto, um lugar seguro que me mostrasse que não tem mal sentir, nem ser.

Porém, não se deixem enganar, não é um livro sobre fatalidades ou sobre uma vida desgostosa. São páginas repletas de fragilidades comuns, com que facilmente nos identificamos, descritas com um sarcasmo inevitável, tão característico da intérprete.

Versatilidade? Ora essa não falta!

Desde o medo que tem em fazer o buço até ao momento em que perdeu a virgindade, não correspondendo, mais uma vez, às expectativas intrusivas que a sociedade tem, a comediante proporciona-nos uma viagem pelos temas mais aleatórios da sua vida, que me fizeram soltar umas quantas gargalhadas.

De leitura fácil e despreocupada, é um livro que sugiro para aqueles que, de mente aberta, almejam conhecer um pouco da história por detrás deste ser humano ou, apenas, queiram parar de se levar tanto a sério.

Concluo, destacando o título deste livro, “Alguém que me cale”, para vos garantir que ao terminarem de ler a última frase desta obra, assim como eu, irão desejar que a Joana nunca, mas nunca, se cale.

 

Travei a tempo, mas, naquele segundo, lembro-me de pensar "e se eu morresse?". Respondi a mim mesma que "tanto me dava".

 

 

 

13
Mai21

“A Rapariga no Comboio” - Paula Hawkins

Inês Saldanha

A rapariga no Comboio.jpg

 

Quando leio um livro procuro que este me atraia, quase como se estabelecesse uma relação emocional comigo, que me aguce a curiosidade e que se apodere dos meus pensamentos, induzindo-me em fantasias controladas pelo meu subconsciente.

Com este livro aconteceu exatamente isso, conquistou-me.

“A Rapariga no comboio”, é uma trama narrada por três mulheres, cujas vidas se cruzam, dramaticamente. Sendo em sua maioria relatada por Rachel, uma protagonista assombrada pelo seu próprio passado.

Diariamente, a intérprete viaja de comboio para o seu trabalho e, como tantos de nós, fica narrando vidas imaginárias que vai observando pela janela, quem nunca, não é?

A verdade é que, o que aparenta ser um devaneio inofensivo da sua criatividade, torna-se uma obsessão sem medida, quando Rachel assiste a uma cena fugaz, deveras perturbante para a mesma. Esta deixa-se consumir de tal maneira, por essa imagem, que passa a ser parte da investigação de um crime, onde é confrontada com os seus traumas mais profundos.

Ao longo do thriller, torna-se inevitável identificarmo-nos com as fragilidades das personagens. Enquanto seres humanos criamos uma empatia pelos seus medos e fracassos.

A escritora descreve a vulnerabilidade humana, de uma forma tóxica, nos levando a compreender a destreza que possuímos para sermos manipulados pelos outros ou até mesmo por nós próprios, quando temos lutas interiores, que necessitam de ser combatidas.

Recomendo este livro a quem gosta de ser consumido pelo mistério, e que tal como eu, se sinta seduzido pela fragilidade humana no seu estado mais nocivo.

 

 

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