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Inês Saldanha

Novo post todas as segundas-feiras.

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22
Ago21

Guimarães – “O berço da nação portuguesa”

Inês Saldanha

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Quem nunca desejou ter nascido noutra época e ter outro estilo de vida?

Temos todos tendência a romantizar aquilo que não vivemos e, honestamente, não existe mal nenhum nisso, sonhar é elevar o pensamento e compreender a alma…

Foi assim que me senti ao visitar o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança, uma sonhadora. Deixando-me iludir pela minha imaginação fértil que se questionava o tempo todo de como teria sido viver ali há muitos anos atrás.

Na compra dos bilhetes conjuntos existem três opções:

  • Paço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães — 6,00 €
  • Museu de Alberto SampaioPaço dos Duques de Bragança — 6,00 €
  • Museu de Alberto SampaioPaço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães — 8,00 €

Ou então, bilhetes individuais:

Paço dos Duques — 5,00 €

Castelo de Guimarães — 2,00 €

Museu Alberto Sampaio – 3,00 €

Eu optei por comprar os bilhetes conjuntos do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo de Guimarães.

Visto que a compra dos bilhetes é feita no Paço dos Duques, foi aí mesmo que iniciei o tour.

Tendo em conta a situação atual do mundo, por causa do covid-19, havia mesmo muito poucas pessoas, por isso, foi bastante agradável e seguro realizar ambas as visitas.

Em cada divisão do Paço dos Duques temos acesso a um código QR que basta visualizarmos com a câmara do telemóvel e, automaticamente, somos dirigidos para o site do próprio monumento.

Assim ficamos a conhecer mais sobre uma determinada área e a visita acaba por ser muito mais didática e recompensadora.

Apesar de ser interdito filmar o Paço dos Duques, podemos tirar fotografias, desde que não utilizemos o flash.

Por isso deixo-vos aqui algumas fotografias que tirei:

 

Em relação ao castelo podem sempre visualizar o vídeo aqui a baixo que filmei e espero que, tal como eu, se deixem apaixonar por estes dois esplêndidos monumentos de Portugal.

Visualizar vídeo do Castelo de Guimarães

22
Ago21

Trilho das Sete Lagoas – Gerês

Inês Saldanha

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Há algum tempo que queria fazer um trilho, no Gerês, pela experiência em si.

Para além de ser uma ótima maneira de conhecer um determinado sítio, a maior parte dos trilhos oferece um contato muito direto com a natureza. Sentimo-nos autênticos exploradores e, inevitavelmente, o bem-estar que se apodera de nós, tanto a nível físico como psicológico, é bastante recompensador.

Sendo assim deixo-vos aqui algumas informações que acho serem úteis caso queiram fazer este trilho maravilhoso:

  • iniciem o trilho no bar das Sete Lagoas, na aldeia do Xertelo, onde poderão estacionar o carro e comprar água caso não tenham;
  • a dificuldade do trilho é fácil/moderada e podem levar crianças, se estas conseguirem se movimentar independentemente;
  • no total são cerca de 10 km (ida e volta);
  • levem fato de banho, a água das lagoas é bastante limpa e segura;
  • durante o percurso estejam atentos, pois existe uma fonte de água potável onde poderão encher a vossa garrafa;
  • sigam sempre as linhas vermelhas e amarelas; estas podem formar uma cruz (caminho errado) ou um sinal de igual (caminho certo);

 

Divirtam-se e conhecem Portugal, vale muito a pena!

 

 

19
Ago21

“Os sete maridos de Evelyn Hugo” - Taylor Jenkins Reid

Inês Saldanha

os sete maridos de Evelyn Hugo_foto livro capa.jpg

Honestamente, não sei como começar a descrever este livro.

Poder-lhe-ia chamar arte porque me consumiu completamente, poderia lhe chamar entretenimento porque durante quatro dias não o consegui largar ou poderia mesmo lhe chamar paixão, porque, certamente, apaixonei-me por ele.

 “Os sete maridos de Evelyn Hugo” é um livro motivado pelos dramas, muitas vezes, pouco glamorosos que assombram as celebridades de Hollywood e todos os clichés deste mundo do estrelato.

A protagonista deste romance, Evelyn Hugo, é uma personagem inspirada em atrizes como Ava Gardner, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, etc. que tal como as mesmas, possuí uma beleza deslumbrante, um talento inigualável e uma personalidade, inquestionavelmente, intrigante.

A história deste livro começa com um encontro que ocorre entre a emblemática atriz, por vontade da própria, e uma promissora jornalista, Monique.

Durante esta primeira conversa Hugo demonstra vontade de tornar a sua vida pública numa biografia que seria publicada após a sua morte. Porém, uma das condições é que essa seja escrita por Monique e que a jornalista usufrua da totalidade dos lucros da sua venda.

É certo que, Monique, estranha aquela oferta e se questiona o porquê de tanta generosidade por parte de uma celebridade tão mediática como Evelyn, contudo a oportunidade revela-se impossível de ser recusada.

 Como seria de suspeitar, rapidamente, percebemos que ambas têm mais em comum do que podem imaginar e que as suas histórias estão, inevitavelmente, ligadas por um cruel acontecimento que acaba por alterar o rumo das suas vidas.

Entre amores, dissabores, o preço da fama, escândalos sombrios e decisões duvidáveis, ficamos a conhecer cada detalhe da alma e da vida de Evelyn, findando, assim, o livro sem percebermos se a adoramos ou a desapreciamos, mas que, certamente, a admiramos.

Como já referi no início deste post, é um livro impactante e viciante. Ninguém consegue ficar indiferente a tal narrativa. Está extremamente bem escrito e dá-nos a sensação desesperante que sentimos quando, por exemplo, estamos a ver uma série e simplesmente não conseguimos parar, sabem? Temos de saber sempre mais e mais…

Em conclusão, gostava ainda de sublinhar que se trata de uma obra feminista, fascinante e avassaladora, um dos meus livros favoritos até agora.

12
Ago21

“Antes que o café arrefeça” - Toshikazu Kawaguchi

Inês Saldanha

antes que o café arrefeca_foto capa livro.jpg

"Se pudesse voltar ao passado, quem gostaria de encontrar?”

Assim começa este livro, com uma pergunta que para além de nos transportar automaticamente para um estado de nostalgia, também permite ao nosso imaginário obter umas quantas respostas que, certamente, serão bastante sinceras.

Esta história ocorre em Tóquio, num café, chamado Funiculi Funicula, onde, aparentemente, as pessoas podem regressar ao passado ou visitar o futuro.

Porém existem 6 regras cruciais para o fazer:

  1. apenas podemos reencontrar pessoas que estiveram naquele café, visto que a viagem apenas nos oferece uma mudança temporal, passado ou futuro, mas nunca espacial, estaremos sempre no café;
  2. para realizar o feito, devemos nos sentar numa cadeira específica do café e, em momento algum, podemos nos levantar da mesma, caso o façamos, somos imediatamente transportados para o presente;
  3. nada do que acontecerá durante essa mesma viagem, poderá alterar o presente;
  4. devemos escolher uma data específica para o acontecimento;
  5. cada pessoa pode viajar, apenas, uma vez;
  6. no início da viagem é nos servido um café, que devemos beber antes que arrefeça; caso não o façamos, ficaremos presos no passado;

Após conhecermos todas estas regras, a questão que se impõe é: será que vale mesmo a pena regressar ao passado?

Durante a narrativa, quatro mulheres realizam esta viagem, e cada uma delas traz consigo uma história diferente que, de certo modo, poderia ser de qualquer um de nós.

 

Apesar das opiniões divergirem imenso em relação a este livro, eu assumo que gostei de o ler.

É certo que apresenta uma forma de escrita um pouco repetitiva e, até certo ponto, previsível. São histórias banais, personagens comuns e não existe um fator intrigante durante a narração.

Contudo, facilmente nos identificamos com os sentimentos vivenciados pelas personagens e, claro, faz-nos sempre sonhar um pouco sobre a ideia de realmente podermos realizar uma destas viagens.

 

No final de tudo, a grande questão que se impõe é:

Se pudesses regressar ao passado quem gostarias de rever ou, por outro lado, se pudesses visitar o futuro, o que ansiavas descobrir?

20
Mai21

“Alguém Que Me Cale” - Joana Gama

Inês Saldanha

Devo iniciar este texto assumindo que, certamente, existirá uma certa subjetividade nas palavras que irei escolher para o escrever.

Existem vários motivos que nos levam a escolher um livro, a capa, a contracapa, uma recomendação amiga… no meu caso, foi o autor.

Aos meus olhos a Joana é uma mãe deveras dedicada, uma filha, inevitavelmente, magoada, uma mulher destemida, sem pudores, que, constantemente, se questiona sobre a evolução da vida e dela mesma, perdendo-se, graciosamente, nas suas próprias filosofias.

Ah, e claro, uma humorista prodigiosa!

alguem que me cale.jpg

 

Quando escolhi ler este livro procurava conhecer melhor este ser humano arrojado, que é a Joana, mas também sentir um conforto, um lugar seguro que me mostrasse que não tem mal sentir, nem ser.

Porém, não se deixem enganar, não é um livro sobre fatalidades ou sobre uma vida desgostosa. São páginas repletas de fragilidades comuns, com que facilmente nos identificamos, descritas com um sarcasmo inevitável, tão característico da intérprete.

Versatilidade? Ora essa não falta!

Desde o medo que tem em fazer o buço até ao momento em que perdeu a virgindade, não correspondendo, mais uma vez, às expectativas intrusivas que a sociedade tem, a comediante proporciona-nos uma viagem pelos temas mais aleatórios da sua vida, que me fizeram soltar umas quantas gargalhadas.

De leitura fácil e despreocupada, é um livro que sugiro para aqueles que, de mente aberta, almejam conhecer um pouco da história por detrás deste ser humano ou, apenas, queiram parar de se levar tanto a sério.

Concluo, destacando o título deste livro, “Alguém que me cale”, para vos garantir que ao terminarem de ler a última frase desta obra, assim como eu, irão desejar que a Joana nunca, mas nunca, se cale.

 

Travei a tempo, mas, naquele segundo, lembro-me de pensar "e se eu morresse?". Respondi a mim mesma que "tanto me dava".

 

 

 

13
Mai21

“A Rapariga no Comboio” - Paula Hawkins

Inês Saldanha

A rapariga no Comboio.jpg

 

Quando leio um livro procuro que este me atraia, quase como se estabelecesse uma relação emocional comigo, que me aguce a curiosidade e que se apodere dos meus pensamentos, induzindo-me em fantasias controladas pelo meu subconsciente.

Com este livro aconteceu exatamente isso, conquistou-me.

“A Rapariga no comboio”, é uma trama narrada por três mulheres, cujas vidas se cruzam, dramaticamente. Sendo em sua maioria relatada por Rachel, uma protagonista assombrada pelo seu próprio passado.

Diariamente, a intérprete viaja de comboio para o seu trabalho e, como tantos de nós, fica narrando vidas imaginárias que vai observando pela janela, quem nunca, não é?

A verdade é que, o que aparenta ser um devaneio inofensivo da sua criatividade, torna-se uma obsessão sem medida, quando Rachel assiste a uma cena fugaz, deveras perturbante para a mesma. Esta deixa-se consumir de tal maneira, por essa imagem, que passa a ser parte da investigação de um crime, onde é confrontada com os seus traumas mais profundos.

Ao longo do thriller, torna-se inevitável identificarmo-nos com as fragilidades das personagens. Enquanto seres humanos criamos uma empatia pelos seus medos e fracassos.

A escritora descreve a vulnerabilidade humana, de uma forma tóxica, nos levando a compreender a destreza que possuímos para sermos manipulados pelos outros ou até mesmo por nós próprios, quando temos lutas interiores, que necessitam de ser combatidas.

Recomendo este livro a quem gosta de ser consumido pelo mistério, e que tal como eu, se sinta seduzido pela fragilidade humana no seu estado mais nocivo.

 

 

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