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Inês Saldanha

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12
Ago21

“Antes que o café arrefeça” - Toshikazu Kawaguchi

Inês Saldanha

antes que o café arrefeca_foto capa livro.jpg

"Se pudesse voltar ao passado, quem gostaria de encontrar?”

Assim começa este livro, com uma pergunta que para além de nos transportar automaticamente para um estado de nostalgia, também permite ao nosso imaginário obter umas quantas respostas que, certamente, serão bastante sinceras.

Esta história ocorre em Tóquio, num café, chamado Funiculi Funicula, onde, aparentemente, as pessoas podem regressar ao passado ou visitar o futuro.

Porém existem 6 regras cruciais para o fazer:

  1. apenas podemos reencontrar pessoas que estiveram naquele café, visto que a viagem apenas nos oferece uma mudança temporal, passado ou futuro, mas nunca espacial, estaremos sempre no café;
  2. para realizar o feito, devemos nos sentar numa cadeira específica do café e, em momento algum, podemos nos levantar da mesma, caso o façamos, somos imediatamente transportados para o presente;
  3. nada do que acontecerá durante essa mesma viagem, poderá alterar o presente;
  4. devemos escolher uma data específica para o acontecimento;
  5. cada pessoa pode viajar, apenas, uma vez;
  6. no início da viagem é nos servido um café, que devemos beber antes que arrefeça; caso não o façamos, ficaremos presos no passado;

Após conhecermos todas estas regras, a questão que se impõe é: será que vale mesmo a pena regressar ao passado?

Durante a narrativa, quatro mulheres realizam esta viagem, e cada uma delas traz consigo uma história diferente que, de certo modo, poderia ser de qualquer um de nós.

 

Apesar das opiniões divergirem imenso em relação a este livro, eu assumo que gostei de o ler.

É certo que apresenta uma forma de escrita um pouco repetitiva e, até certo ponto, previsível. São histórias banais, personagens comuns e não existe um fator intrigante durante a narração.

Contudo, facilmente nos identificamos com os sentimentos vivenciados pelas personagens e, claro, faz-nos sempre sonhar um pouco sobre a ideia de realmente podermos realizar uma destas viagens.

 

No final de tudo, a grande questão que se impõe é:

Se pudesses regressar ao passado quem gostarias de rever ou, por outro lado, se pudesses visitar o futuro, o que ansiavas descobrir?

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